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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O que fazer com os equipamentos eletroeletrônicos sem utilidade?

Gente, acabei de receber este email e achei que vale muito divulgar:

"A E-MILE Reciclagem de Eletroeletrônicos é uma empresa especializada em descarte de eletrônicos, onde recicla o material, tornando-o matéria-prima para outros processos. Com isso, evita-se que subtâncias tóxicas como o chumbo presente em monitores, mercúrio em celulares, etc sejam jogadas no lixo comum e contamimem o solo, ar e água nos lixões e aterros."

Ligue Coleta Gratuita: 31 3044-5280

Ecoponto permanente:
Shopping Ponto Verde
Rod MG 030, 2255 - Nova Lima /MG (estacionamento inferior)

E os coletores abaixo, que ficarão disponíveis até dia 15/12/2011:

Colégio Santa Maria (Unidade Nova Suíça)
End.: Rua Lindolfo de Azevedo, 345 – Nova Suíça – Belo Horizonte/MG

UNI – BH (Campus Buritis)
End.: Av. Prof. Mário Werneck, 1685 – Estoril – Belo Horizonte/MG

Colégio Gigante da Vila (E. Municipal Antônio D’Assis Martins)
End.: Rua Felipe dos Santos - 320,Centro/ Betim/MG

FABE – Faculdade Betim
End.: Rua José da Conceição, 189 – Angola/ Betim/MG

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Agenda do Centenário de Divinópolis

Gente, a agenda que meu pai faz da minha cidade Natal já está pronta e linda como sempre, pra quem está em Divinópolis pode encontrá-la na Boutique do Livro ou na Fortil, nos ajude a divulgar por favor. É um ótimo presente de Natal e vem recheada de aniversariantes, fotos e informações da cidade. Olhem as fotos:

Capa

Contracapa

desfrutem :)

domingo, 11 de dezembro de 2011

sobre o cigarro

Demorou para acontecer, mas virou lei já há algum tempo, primeiro em São Paulo (2009), depois pelo sul do país e em 2010 em Minas, agora não pode mais fumar em local fechado, salvo algumas exceções (como tabacarias). Mês passado o Senado Federal aprovou uma medida provisória com a proibição para todo o País, a medida ainda precisa ser sancionada pela presidente para entrar em vigor...

Bom, primeira coisa é que fico horrorizada com a ideia de que há anos atrás, se fumava no ônibus e pasmem, até dentro de aviões (ainda bem que não vivi isso, já me bastou ter que dormir com cabelo fedendo ao voltar de boate). As pessoas se sentiam mais chics fumando, era uma coisa relacionada a status, dava até um ar de superioridade ou sensualidade, isso fica claro nos filmes das décadas de 30, 40 e 50, ou melhor, isso se dá muito por conta destes filmes, numa época em que a indústria do cigarro pagava fortunas para que astros de Hollywood promovessem o fumo.

Quando eu era criança cismei de fazer uma pesquisa com todos os fumantes que eu conhecia, me lembro de perguntar porquê fumavam, há quanto tempo, se pretendiam fumar e se jogavam a guimba do cigarro no chão. No final eu dizia o tanto que aquilo era horrível, o quanto a poluição do ar e das ruas era em parte culpa dos fumantes... rs, eu fui uma daquelas crianças irritantes que achava que sabia muito, mas eu tinha boa intenção, juro!

Taí outra coisa que me irrita muito nessa história toda, porque fumante acha que guimba de cigarro é adubo? que não suja a rua porque é pequeno... cabeça atrasada, né? Tenho uma amiga que é a fumante mais consciente que conheço (se é que isso existe, rs), a conheço tem uns dez anos, ela diz que seus pais sabem que ela fuma, mas que ela não fuma na frente deles por respeito, por saber que eles não gostam e mais, ela nunca fuma no meio da casa de ninguém... quando nos conhecemos eu morava numa república e quando tinha festa, mesmo em presença de pessoas que acendiam o cigarro na sala, ela se levantava e ia fumar na janela, com metade do corpo lá fora! E o que mais me surpreendeu, ela sempre apagava a guimba e jogava no lixo! mesmo quando estava na rua. Linda, eu gostaria que ela fizesse uma palestra no YouTube para ensinar aos fumantes como se comportar.

O tempo passa e tudo pode evoluir, né? graças a Deus, mas pior do que ver gente fumando é ver gete tentando burlar a lei, vai pro cantinho da janela do bar, vai pro canto da praça de alimentação, acende o cigarrinho, acha que ninguém vai ver... Poderia até ficar invisível se o diabo do cigarro não tivesse um cheiro insuportável que sempre busca as narinas dos não fumantes (que conservam o faro melhor). Nessas horas eu fico por um fio de dar vexame gente, o garçom tem vergonha de pedir pra pessoa sair (que país é este que alguém tem vergonha de pedir para que cumpram a lei?), a gente faz cara feia e quando a pessoa não desconfia, podemos decidir não acabar com a noite e mudar de mesa...

EU TENHO O DIREITO DE NÃO SER UMA FUMANTE PASSIVA E AGORA A LEI ESTÁ DO MEU LADO!!! escutaram? Na verdade, muito mais que isso, eu gostaria que o cigarro desaparecesse do universo e mais ainda da vida das pessoas que amo, gosto ou simpesmente convivo... falei, falei, falei, e olha que nem toquei no assunto de saúde, isso eu deixo pro Drauzio Varella que faz bem melhor que eu. FUI

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

LEITURA DRAMÁTICA 4LOS5



DIA 10, faremos a leitura dramática da obra "A terrível opressão dos gestos magnânimos", de Veronese.

Escrito em 1995, trata de uma busca irrealizável por gestos que comuniquem os sentimentos humanos. Aurora (filha), Beltrán (pai) e Paulina (madrasta) dividem um falso ambiente familiar composto pela impostura de seus desejos. Uma reflexão sobre o que dizem certas imagens.

O evento acontece às 16h na Funarte MG. COM ENTRADA FRANCA

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu desejo, eu desejo

"Desejo sim que você tome uma baita chuva um dia desses. Daquelas tipo catarata, que molha até o espírito. Que encharque os sapatos e escorra pela testa. Assim quem sabe o compromisso chato que estava agendado possa ser cancelado. E você tenha uma grande desculpa para passar o restante da tarde debaixo do edredom, simulando uma constipação e assistindo “Top Secret”.

Desejo que seu carro passe um dia na garagem. Nada grave, que custe fortuna para arrumar. Um pneu furado, talvez. E então você vai apanhar um ônibus, ter tempo para pensar na vida ou escutar as conversas mais engraçadas entre adolescentes. Quiçá encontrar um amigo de longa data que faz o mesmo trajeto. Quiçá conhecer o amor de toda a sua vida.

Desejo que seu chefe te dê uma bela comida de rabo. Daquelas que ecoam pelo andar todo, fazendo a secretária verter uma lágrima de pena. E que você saia da sala com tamanho ódio do sujeito que finalmente passe a mão no telefone, faça o contato, marque a entrevista, consiga a vaga. E mande o abusivo filho da mãe pastar – também ecoando por todo o andar.

Desejo que acabe o leite bem na hora do seu desjejum. E que, na pressa, você seja obrigado a beber o café puro, sem açúcar. Para daí então lembrar da sua avó, que só bebia a pretinho assim, enquanto te ensinava a fazer bolinho de chuva, e depois batia corda na calçada, e depois defendia seu lado junto à mamãe. Que a lembrança daquela doce mulher faça o seu dia especial.

Desejo que o computador pife bem na metade do e-mail gigantesco e complexo que você estava escrevendo. E que, depois de ficar bem puto com o apagão, você tenha chance de refletir melhor sobre o que digitava. Pondere, reveja, pense com mais tempo. Às vezes é bom começar de novo sem a febre do momento, de modo que a gente não diga o que não queria dizer de verdade. E que ia causar muito arrependimento mais tarde.

Desejo que uma criança de rua se aproxime da sua janela automotiva com o semblante de quem não tem nada a perder. E desejo com muita força que, após seu susto, ela pergunte se você quer comprar bala de uva. Assim, com um sorrisão lindo, mostrando que não é preciso subir o vidro na cara alheia – e que a situação pode estar ruim por aí, mas a confiança no próximo não precisa morrer.

Desejo que sua sogra telefone às 8h15 do domingo, diga qualquer tolice, mande um beijinho pro filhinho bonitinho dela (que nem está no país) e desligue o aparelho. E que assim você possa levantar mais cedo, vestir um traje folgado e cair no mundo, aproveitando o pão fresco da padaria, o início da feirinha de artes, o sol gostoso da manhã.

Desejo que apareça uma goteira no teto da cozinha, um rato na lavanderia, uma marca de pé na parede da sala, um furo na sua meia. E que ao subir no telhado para ajeitar as telhas, ao perseguir o Mickey, ao mudar a cor do recinto e cerzir o buraco, você sinta paixão por si mesmo, pelas coisas que conquistou, pela independência de ser Rei de Sua Residência. Uma residência quase caindo aos pedaços, mas toda sua.

Desejo uma grande desilusão amorosa, apesar disso não ser nada desejável. Mas se dessa forma uma lição for aprendida, que seja. Que destroce o coração de uma vez – e depois venha um convite do tipo “eu soube que sua namorada... bom, acontece, né?... quer sair comigo e minhas amigas hoje de noite?”. Se nada é ruim como a perda de um amor, nada também é melhor do que encontrar outro.

Desejo que seu time perca de 8 a 0 para o maior rival. E que após ouvir 79 piadas grosseiras e infames, você sinta seu grande amigo bater no ombro, dar uma risadinha e dizer: “timinho de merda o nosso, hein?”. Para, logo depois, combinar uma rodada de cerveja, onde vocês podem desferir ofensas aos jogadores, comissão técnica, juízes e adversários. Desobstrui o fígado que é uma beleza.

Desejo tudo de ruim e tudo de bom, porque quase tudo traz uma maneira de evoluir. Ah, e desejo que tudo o que você deseja aconteça em dobro. Mas que demore um pouquinho, para dar o gosto de uma verdadeira alegria."

Fla Wonka - Site: www.garotasquedizemni.com.br

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ADOÇÃO DE CÃES E GATOS

Há pouco estava andando na rua e vi um cachorro (parece que é um poodle) mexendo num canteiro, tinha um cheiro forte de bicho morto e não tinha ninguém perto dele... aí chamei ele e ele tava com metade da cara toda machucado, parecia que tinha perdido um olho... nossa, fiquei em estado de choque sem saber oq fazer, tentei ligar pra prefeitura e não consegui, passou uma mulher de coração bom que foi brincar com o ele (achando que era meu) e eu expliquei pra ela o que estava acontecendo, e enquanto eu fiquei com o cãozinho ela foi buscar um veterinário, ela vai pagar todo o tratamento dele e se tudo der certo vai me ligar preu ficar com ele. Com essa história, descobri que existe uma ONG chamada Cão Viver que recolhe animais na rua e depois coloca pra adoção. Quem se interessar é só clicar aí no link, e já e bom saber também caso encontrem algum bichinho nessa situação que encontrei, já têm pra onde ligar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Belo Monte?

Link com matéria sobre a construção da Usina Belo Monte e interesses políticos e econômicos por trás de tudo

a matéria é um pouco grande, vale ler só um pedaço ou melhor ainda, reservar um tempinho para ler tudo.

Separei um trecho legal: "Bermann – Não é verdade que nós estamos à beira de um colapso energético. Não é verdade que nós estamos na iminência de um “apagão”. Nós temos energia suficiente. O que precisamos é priorizar a melhoria da qualidade de vida da população aumentando a disponibilidade de energia para a população. E isso se pode fazer com alternativas locais, mais próximas, não centralizadas, com a alteração dos hábitos de consumo. É importante perder essa referência que hoje nos marca de que esse tipo de obra é extremamente necessário porque vai trazer o progresso e o desenvolvimento do país. Isso é uma falácia. É claro que, se continuar desse jeito, se a previsão de aumento da produção das eletrointensivas se concretizar, vai faltar energia elétrica. Mas, cidadãos, se informem, procurem pressionar para que se abram canais de participação e de processo decisório para definir que país nós queremos. E há os que dizem: “Ah, mas ele está querendo viver à luz de velas...”. Não, eu estou dizendo que a gente pode reduzir o nosso consumo racionalizando a energia que a gente consome; a gente pode reduzir os hábitos de consumo de energia elétrica, proporcionando que mais gente seja atendida, sem construir uma grande, uma enorme usina que vai trazer enormes problemas sociais, econômicos e ambientais. É importante a percepção de que, cada vez que você liga um aparelho elétrico, a televisão, o computador, ou a luz da sua casa, você tenha como referência o fato de que a luz que está chegando ali é resultado de um processo penoso de expulsão de pessoas, do afastamento de uma população da sua base material de vida. E isso é absolutamente condenável, principalmente se forem indígenas e populações tradicionais. Mas também diz respeito à nossa própria vida. É necessário ter uma percepção crítica do nosso modo de vida, que não vai se modificar amanhã, mas ela precisa já estar na cabeça das pessoas, porque não é só energia, é uma série de recursos naturais que a gente simplesmente não considera que estão sendo exauridos e comprometidos. É necessário que desde a escola as crianças tenham essa discussão, incorporem essa discussão ao seu cotidiano. Eu também tenho uma dificuldade muito grande de chegar aqui na minha sala e não ligar logo o computador para ver emails, essas coisas. Confesso que tenho. Mas eu também percebo uma grande satisfação quando eu consigo não fazer isso. E essa percepção da satisfação é uma coisa cultural, pessoal, subjetiva. Mas ela precisa ser percebida pelas pessoas. De que o nosso mundo não existe apenas para nos beneficiarmos com essas "comodidades" que a energia elétrica em particular nos fornece. Agora isso exige um esforço, e a gente vive num mundo em que esse esforço de perceber a vida de outra forma não é incentivado. Por isso é difícil. E por isso, para quem quer construir uma usina, quer se dar bem, quer ganhar voto, quer manter a situação de privilégio, seja local ou nacional, para essas pessoas é muito fácil o convencimento que é praticado com relação a essas obras. Por mais que eu tenha sempre chamado a atenção para o caráter absolutamente ilógico da usina, das questões que envolvem a lógica econômico e financeira dessa hidrelétrica, para o absurdo que é a utilização do dinheiro público para isso, para a referência à necessidade de se precisar, num futuro próximo, enfrentar um ritmo violento de custo de vida, emitindo moeda para sustentar empreendimentos como esse, é muito difícil fazer com que as pessoas compreendam a relação dessa situação com as grandes obras. E Belo Monte é mais um instrumento disso. Eu não sou catastrofista, não tenho a percepção maléfica da hidroeletricidade. Não demonizo a hidroeletricidade. Eu apenas constato que, da forma como ela é concebida, particularmente no nosso país nos últimos anos, é uma das bases da injustiça social e da degradação ambiental. Se não é pensando em você, você necessariamente vai precisar pensar nas gerações futuras. Este é o recado para o leitor: é preciso repensar a relação com a energia e o modelo de desenvolvimento, é preciso mudar o nosso perfil industrial e também é preciso mudar a cultura das pessoas com relação aos hábitos de consumo. Nós precisamos mudar a relação que nos leva a uma cega exaustão de recursos. "